Continhos de Alfarrobeira é uma colectânea de 25 contos de inspiração pop e mágico-realista, metade dos quais dedicados a algumas personalidades da cultura lusófona e internacional, gratidões da autora. Alfarrobeiras Em Flor, o primeiro conto, dá nome à colectânea que agora se apresenta. O conto Cristais Como Nós, que aborda o problema do racismo e da exclusão social, ganhou o primeiro prémio num concurso internacional literário de São Paulo, no Brasil. «A arte do conto é a de ser sucinto, pragmático e poético ao mesmo tempo…», diz Alexandra Pereira.
Da cómoda o poeta sacou o desejo adiado de versejar. Aproveitou o cidadão e sacou da sua crÃtica incómoda, que não pode a democracia superiorizada apagar a vocação da poesia. Há, então, uma primeira parte marcada pela busca alquÃmica do verso reluzente e genuÃno de valor. Depois vem o exercÃcio de cidadania, um ou outro poema longo, e os curtos a assumirem, por vezes, vocação de scriptoon, pregos no conforto de uma certa hipocrisia dos dias superiores.
Longe de ser um menino da mamã, Andrés Filip é um privilegiado para quem nada tem ainda de fazer sentido. Mas uma noite agarra-o pelos colarinhos e altera-lhe a linha de rota. As semanas seguintes serão de dúvida, interrogações e angústias. Na distância de tudo e rodeado de coisas apenas suas, coisas que ecoam num cérebro a cair aos bocados, só um pensamento o pode salvar da perdição – “um destes dias ainda vou ser feliz. Ou se é feliz ou não se é nadaâ€.
Que género de livro? Não é um romance, também não é uma colectânea de contos bem definidos. É uma construção de ficções e de memórias, sobre uma narrativa fantástica, a de se possuir frente a casa um mastro de navio naufragado, onde pousam as alminhas de infância, personagens que, se não foram bem como escritas, bem gostariam de o ter sido. Tudo à mistura com recordações dos Açores e lampejos ilustrativos da cultura de ilhéu. São as histórias do autor, e “um homem é as suas histórias”.
Maria Branca, publicitária, escritora de literatura infantil, boémia, psicóloga amadora, viveu na cidade de Lisboa, em Portugal, não se sabe bem quando, mas marcou o seu tempo. Para a posterioridade deixou este registo temporário agora feito livro. «Lembrem-se de mim que eu não me esquecerei», diz na dedicatória. Quis ficar na História e conseguiu conquistar um canto no Museu Central, onde até uma das suas camas se encontra exposta. Amante dos prazeres da vida, conta o que lhe apetece sobre si e essa época louca em que se vendem cuecas bibelôs…
Melodias do Passado é uma pequena obra novelesca que evoca, com graça, nas três partes da estrutura central, um passado jovem, onde se encaixa a figura de meu Pai como exemplo de inteligência, afecto e força moral, donde a pretensão, desde longa data, de lhe prestar homenagem, recontando proezas, transcrevendo-lhe os versos. Escrito após a sua morte, o Prefácio, contudo, não mantém idêntico sentido de humor, e os textos em Posfácio, de obras já publicadas, testemunham exemplos da sua inteireza.