Manuel Filipe nasceu em Fátima em Março de 1963. Lá frequentou a escola primária e viveu a sua infância, na memória de uma terra então aldeia, abalada na sua calma pelas massas de promessas cumpridas em esforços de corpos voluntários. Os seus estudos fizeram-no peregrinar por paragens diversas, desde Arouca, onde passou Abril, e Mogofores, em casas dos salesianos, voltando depois a Fátima, Leiria e terminando em Coimbra o curso de Português – Francês. Desde então que lecciona no ensino público e lançou raÃzes por Torres Novas. As palavras reparte-as regularmente em artigos de opinião e crónicas polÃticas e sociais. Uma árvore, um filho… ou melhor filhas… Faltava um livro. Que também nisto é preciso esperar pela estação e mostrar os frutos que a vida dá.
Da cómoda o poeta sacou o desejo adiado de versejar. Aproveitou o cidadão e sacou da sua crÃtica incómoda, que não pode a democracia superiorizada apagar a vocação da poesia. Há, então, uma primeira parte marcada pela busca alquÃmica do verso reluzente e genuÃno de valor. Depois vem o exercÃcio de cidadania, um ou outro poema longo, e os curtos a assumirem, por vezes, vocação de scriptoon, pregos no conforto de uma certa hipocrisia dos dias superiores.