Quando comecei a escrever "A Cueca Bibelô", em Novembro de 1991, estava de partida para uma nova experiência, a abertura de uma delegação do jornal "Público" em Faro. Já somava dez anos de jornalismo, mas sempre me sentara em redacções lisboetas: no «Correio da Manhã», onde comecei, e na Agência Lusa, de onde saà para me juntar ao grupo de fundadores do "Público". Tenho muitos textos espalhados pela imprensa, todavia, «A Cueca Bibelô», terminada em 1992, é o primeiro livro que publico. Ah, pois, nasci no dia 27 de Janeiro de 1960, na única freguesia lisboeta que tem dois santos no nome, S. Cristóvão e S. Lourenço, mas não sou crente. Entretanto, ganhei muitas outras experiências, por ora, sou editora do semanário "Courrier Internacional".
Maria Branca, publicitária, escritora de literatura infantil, boémia, psicóloga amadora, viveu na cidade de Lisboa, em Portugal, não se sabe bem quando, mas marcou o seu tempo. Para a posterioridade deixou este registo temporário agora feito livro. «Lembrem-se de mim que eu não me esquecerei», diz na dedicatória. Quis ficar na História e conseguiu conquistar um canto no Museu Central, onde até uma das suas camas se encontra exposta. Amante dos prazeres da vida, conta o que lhe apetece sobre si e essa época louca em que se vendem cuecas bibelôs…