Antes Tarde do que Sempre

Antes Tarde - CapaO estilo de música que se tornou uma maneira de levar a vida é a razão de ser da estréia nas letras do jovem autor brasileiro Bertoldo Gontijo. Real, escrito de maneira leve, mas nem por isso sem força ou obtusa, esta é uma obra para ser degustada vorazmente, em um só acorde maior, de uma só vez. Se nem todas as experiências de vida rendem bons livros, as de Bertoldo vão render ainda mais histórias e, consequentemente, mais experiências aos leitores.
Ricardo Franca Cruz, editor-chefe, Rolling Stone Brasil.

Continhos de Alfarrobeira

Continhos de AlfarrobeiraContinhos de Alfarrobeira é uma colectânea de 25 contos de inspiração pop e mágico-realista, metade dos quais dedicados a algumas personalidades da cultura lusófona e internacional, gratidões da autora. Alfarrobeiras Em Flor, o primeiro conto, dá nome à colectânea que agora se apresenta. O conto Cristais Como Nós, que aborda o problema do racismo e da exclusão social, ganhou o primeiro prémio num concurso internacional literário de São Paulo, no Brasil. «A arte do conto é a de ser sucinto, pragmático e poético ao mesmo tempo…», diz Alexandra Pereira.

O Mastro das Alminhas

O Mastro das AlminhasQue género de livro? Não é um romance, também não é uma colectânea de contos bem definidos. É uma construção de ficções e de memórias, sobre uma narrativa fantástica, a de se possuir frente a casa um mastro de navio naufragado, onde pousam as alminhas de infância, personagens que, se não foram bem como escritas, bem gostariam de o ter sido. Tudo à mistura com recordações dos Açores e lampejos ilus trativos da cultura de ilhéu. São as histórias do autor, e “um homem é as suas histórias”.

A Cueca Bibelô

A Cueca BibeloMaria Branca, publicitária, escritora de literatura infantil, boémia, psicóloga amadora, viveu na cidade de Lisboa, em Portugal, não se sabe bem quando, mas marcou o seu tempo. Para a posterioridade deixou este registo temporário agora feito livro. «Lembrem-se de mim que eu não me esquecerei», diz na dedicatória. Quis ficar na História e conseguiu conquistar um canto no Museu Central, onde até uma das suas camas se encontra exposta. Amante dos prazeres da vida, conta o que lhe apetece sobre si e essa época louca em que se vendem cuecas bibelôs…

Melodias do Passado

Melodias do PassadoMelodias do Passado é uma pequena obra novelesca que evoca, com graça, nas três partes da estrutura central, um passado jovem, onde se encaixa a figura de meu Pai como exemplo de inteligência, afecto e força moral, donde a pretensão, desde longa data, de lhe prestar homenagem, recontando proezas, transcrevendo-lhe os versos. Escrito após a sua morte, o Prefácio, contudo, não mantém idêntico sentido de humor, e os textos em Posfácio, de obras já publicadas, testemunham exemplos da sua inteireza.

In Cómoda

In CómodaDa cómoda o poeta sacou o desejo adiado de versejar. Aproveitou o cidadão e sacou da sua crítica incómoda, que não pode a democracia superiorizada apagar a vocação da poesia. Há, então, uma primeira parte marcada pela busca alquímica do verso reluzente e genuíno de valor. Depois vem o exercício de cidadania, um ou outro poema longo, e os curtos a assumirem, por vezes, vocação de scriptoon, pregos no conforto de uma certa hipocrisia dos dias superiores.

Zero

ZeroLonge de ser um menino da mamã, Andrés Filip é um privilegiado para quem nada tem ainda de fazer sentido. Mas uma noite agarra-o pelos colarinhos e altera-lhe a linha de rota. As semanas seguintes serão de dúvida, interrogações e angústias. Na distância de tudo e rodeado de coisas apenas suas, coisas que ecoam num cérebro a cair aos bocados, só um pensamento o pode salvar da perdição – “um destes dias ainda vou ser feliz. Ou se é feliz ou não se é nadaâ€.

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